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Até o fim da década de 60, o Chevrolet Impala era o sonho de consumo de muitos brasileiros. Não tinha o mesmo porte garboso de uma Mercedes-Benz 220, mas era mais potente e equipado. Os altos impostos de importação faziam com que, em 1962, um Impala custasse o equivalente a quatro Volkswagen 1200. Nos Estados Unidos, o Impala favorito era o equipado com motor V8 e câmbio automático. No Brasil - por causa de uma lei em vigor no início dos anos 60 - aconteceu diferente: era proibido trazer para cá automóveis que custassem mais de US$ 3.500 no país de origem. Então, os Impala mais baratos (com motor de seis cilindros em linha e caixa de marchas manual) eram os mais comuns aqui. Além disso este tipo tinha manutenção mais simples - várias peças mecânicas eram intercambiáveis com a dos utilitários Chevrolet feitos na época no Brasil e muita gente até hoje prefere fugir das complicações de um câmbio hidramático.
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O primeiro Impala foi criado em 1958 para ser o topo de linha entre os Chevrolet. Era uma versão mais equipada do famoso Bel Air. Naquele ano, a fábrica deixou de lado o apelo esportivo de seus automóveis, que ganharam peso e comprimento. O principal atrativo passava a ser o conforto. Foi o suficiente para a Chevrolet se manter na liderança do mercado, ainda que, no primeiro ano, o novo modelo não tenha agradado a muitos aficionados. Apenas um ano depois, os Chevrolet passaram por grandes modificações estéticas. A carroceria ganhou linhas mais afiladas e as lanternas traseiras tomaram forma de gotas, sob um enorme "rabo de peixe". O exagero dava o tom. Dizia-se que o capô traseiro era amplo o suficiente para que um teco-teco pousasse nele.
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Em 1960 renasceu uma característica que se tornaria a marca registrada dos Impala nos anos seguintes: as luzes tipo gota do modelo 59 foram substituídas por seis lanternas redondas na traseira. Havia basicamente três tipos de carroceria: sedã quatro portas, hard top (um cupê duas portas sem coluna) e conversível, sempre com motores de seis cilindros em linha ou V8 - as cilindradas variaram com o passar dos anos. O câmbio podia ser manual ou automático. Em 1964 surgiu o modelo SS (Super Sport), com bancos dianteiros separados, alavanca de câmbio no console, caixa manual de quatro marchas (opcional) e outros detalhes como conta-giros e volante especial. Havia equipamentos como suspensão firme e direção de comportamento mais esportivo, além do V8 409 (6,7 litros), de 425 cv. O auge das vendas do Impala também aconteceu em 1964: 890 mil unidades. No ano seguinte, foi lançado o Caprice com a mesma carroceria do Impala, mas com estofamento e frisos mais "enfeitados", bem ao gosto americano. Era o novo topo de linha da Chevrolet.
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O Impala foi perdendo status e fãs gradativamente. Só em 1993 é que a GM voltou a investir firme no nome Impala. Sobre a última versão do Chevrolet Caprice (modelo muito usado como carro de polícia e táxi em Nova York) foi criado um extravagante Impala SS. Só existia na cor preta e era vendido nos anúncios como "a nave do Darth Vader". De índole esportiva, o carro vinha com um V8 de 5,7 litros e 264 cv. Para ganhar estabilidade, o enorme Impala SS (5,43 m de comprimento) foi equipado com pneus 255/50 ZR 15. Este Impala SS dos anos 90 tem tudo para ser cultuado como clássico no futuro - trata-se de um dos últimos americanos com a concepção mecânica tradicional, de motor dianteiro e tração traseira com eixo rígido. Apesar do preço baixo (US$ 24 mil, nos EUA), nenhum chegou ao Brasil. No fim do ano passado, foram fabricados os últimos Caprice e Impala SS, mas ainda há algumas unidades nas concessionárias americanas. As linhas de montagem dos velhos modelos passaram a fazer picapes.
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